quinta, 16 de março de 2017 - 08:53h
Período sazonal aumenta demanda de atendimentos no PAI
Número de atendimentos chega a ultrapassar 4.500 mensalmente.
Por: Elmano Pantoja
Foto: Marcio Pinheiro
Orientação é que somente os casos mais graves sejam encaminhados ao Pronto Atendimento Infantil

Anualmente, entre os meses de janeiro a junho, é comum o aumento no número de atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI), em decorrência das doenças do período sazonal, como as respiratórias (gripes, pneumonias, bronquiolites, crises de asma), doenças diarreicas e outras patologias.

Durante esse período, o número de atendimento ultrapassa a capacidade da unidade, que chega a registrar em média de 4.500 por mês. O que chama a atenção, de acordo com a administração do PAI, é que 80% desses atendimentos deveriam ser resolvidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), evitando expor a criança a outras doenças mais graves e contribuindo para estabilização do fluxo normal de atendimento.

"Aqui, o atendimento é direcionado para urgência e emergência e quando um pai traz a criança com uma patologia de pequeno porte como assaduras e nariz entupido, por exemplo, ele acaba expondo o filho a doenças graves que, muitas vezes, acabam infectando a criança", explicou a diretora da unidade, Zoraima Maramalde.

Em virtude desse aumento, a direção da unidade orienta para que os pais procurem atendimento nas UBSs, nos casos simples de saúde, quando se requer apenas uma avaliação médica. E só busquem atendimento em situações de emergência, que colocam em risco a vida da criança, como por exemplo, crises convulsivas, falta de ar, dor no peito, febre alta - mais de 40°, sangramentos intensos entre outros.

Outra consequência do aumento é a sobrecarga dos profissionais. No período da manhã, ficam seis médicos e três atendem na porta de entrada, da mesma forma que acontece à tarde. O período noturno é divido em dois plantões, um de 19h a 01h, com quatro médicos, e outro de 01h às 07h, com três médicos.

Segundo a pediatra Betânia Khayat, especialmente durante a sazonalidade, o quadro de médicos torna-se insuficiente para a quantidade de atendimentos. "Mesmo que seja uma simples avaliação, requer tempo do profissional e isso implica no aumento do tempo de espera. O problema é que quando chegam os casos mais graves, estes devem ser priorizados", ressaltou.

As crianças que chegam ao pronto atendimento passam inicialmente por uma avaliação, onde o problema de saúde é classificado em cores, o que permite que pacientes com sinais de gravidade sejam atendidos prioritariamente, independente da ordem de chegada. A cor vermelha é grave e o atendimento será imediato; na amarela a prioridade é média; e a verde significa que o atendimento pode esperar.

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