segunda, 17 de abril de 2017 - 14:56h
Banco de Leite implanta método que ajuda na resistência imunológica de recém-nascidos
Conhecida como colostroterapia, a prática é usada em bebês da UTI Neonatal da maternidade.
Por: Elmano Pantoja
Foto: Márcio Pinheiro
A colostroterapia foi implantada para ajudar no desenvolvimento de bebês que apresentam peso muito baixo

Os bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) contam com a colostroterapia - prática desenvolvida com o colostro, o primeiro leite produzido pela mãe, que alimenta o bebê durante os primeiros dias de vida.

Também conhecida como terapia colostral, a colostroterapia foi implantada pelo Banco de Leite Humano (BLH), para ajudar no desenvolvimento do recém-nascido prematuro, principalmente, que apresentam peso muito baixo. O alimento possui elementos de defesa e funciona como suplemento imunológico para o bebê. “Para mim é gratificante saber que também estou ajudando meu filho a ganhar resistência e peso para sair logo da UTI", declarou a parturiente Elaine Mourozinho.

A nutricionista do BLH, Larissa Moraes, reforça que a prática traz muitos benefícios e contribui diretamente para a melhora da saúde da criança. "Com o colostro, o intestino do bebê já começa a ser colonizado com imunoglobulinas. Esse processo, ativa o sistema imune da criança e previne que ela venha adquirir algumas doenças, diminuindo a necessidade de antibióticos", explicou.

O período de duração da terapia colostral, inicialmente, é de 15 dias, de três em três horas, conforme a rotina de alimentação ou mesmo que a criança esteja em dieta zero. A coordenadora do BLH, Darcineyde Dias, enfatiza que os benefícios da colostroterapia, vão além dos orgânicos. "É uma terapia em que a mãe contribui diretamente com a melhora do recém-nascido, aumentando o laço afetivo entre ela e o bebê", afirmou.

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