sábado, 08 de abril de 2017 - 08:41h
Governo mantém diálogo com lideranças comunitárias
Na sexta-feira, 7, o governador Waldez Góes e secretários de estado reuniram-se com representantes de sete bairros da zona norte de Macapá.
Por: Eloisy Santos
Foto: Wenndel Paixão
Demandas ligadas à infraestrutura, segurança pública e abastecimento de água foram pautadas na reunião

Líderes comunitários de sete bairros da zona norte de Macapá foram recebidos pelo governador do estado, Waldez Góes, na sexta-feira, 7, no Palácio do Setentrião. Na ocasião, os representantes dos bairros expuseram as demandas mais urgentes de suas comunidades para o chefe de Estado e para gestores das secretarias de Estado da Justiça e Segurança Púbica (Sejusp), Infraestrutura (Seinf), Saúde (Sesa), Transportes (Setrap), Inclusão e Mobilização Social (Sims) e Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa).

Os representantes dos bairros Boné Azul, São José, Ilha Mirim, Pantanal, Macapaba, Açaí e distrito de Campina Grande eram os que faltavam dialogar com o Governo do Estado do Amapá (GEA). O gestor segue recebendo lideranças comunitárias de toda a capital a fim de estreitar relações e tentar criar estratégias para sanar as demandas existentes nestas regiões.

“Esta é a terceira reunião com os líderes e faltavam ser ouvidas demandas de 12 bairros da capital. Nós estamos fazendo a compilação destas informações, confrontando elas com aquilo que o governo tem de planejamento. Se o que for exposto não estiver dentro do nosso cronograma de execuções, veremos a possibilidade de incluir estas demandas, dentro de nossas possibilidades”, explicou Góes.

O governador relatou ainda, aos presentes, que mesmo com a crise econômica e a dificuldade de administrar nesta conjuntura, o estado tem conseguido avançar e mantido o constante diálogo com a população. “No ano passado trabalhamos muito na contenção de despesas e no planejamento. Este ano temos projetos prontos, recursos captados e vamos lançar todas as licitações. Em todo o estado teremos obras”, frisou o gestor.

Jairo Palheta, representante do bairro Ilha Mirim, relatou que na região um dos problemas mais sérios está ligado ao acesso à água de boa qualidade. “No verão, a água acaba e no inverno, há uma grande infiltração nos poços por conta dos terrenos arenosos. As pessoas não cimentam ao redor dos poços e a água acaba por ficar suja e é consumida assim mesmo”, contou, mencionando ainda o segundo maior problema: “Entre a Ilha Mirim e o Infraero 2 tem uma ladeira na Avenida Carlos Lins Côrtes completamente esburacada, onde já ocorreram atropelamentos. Queremos que esta obra seja concluída”, ponderou.

Em resposta à problemática da água, o diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás declarou que, “A situação da Ilha Mirim muito me preocupa, por ser um local isolado. Temos que realizar um estudo e fazer um levantamento do custo para executar um trabalho junto ao projeto executivo de universalização da água”, pontuou o gestor, que ainda marcou para a próxima semana uma visita também ao distrito de Campina Grande, onde há a perfuração de um poço artesiano feito pela Companhia, mas que, segundo a comunidade, não está funcionando. “Vamos verificar a viabilidade de funcionamento deste poço. É uma das formas que nós podemos contribuir de imediato, para sanar o problema de acesso à água”, frisou Amanajás.

Como forma de sanar a demanda da Avenida Carlos Lins Côrtes, o diretor de obras da Setrap, Marcelo Freitas, comprometeu-se em iniciar uma intervenção logo após este período de chuvas. “Esta avenida é uma construção antiga e com muitos erros de drenagem e nas calçadas. Serão feitos reparos assim que chegar o verão”, prometeu o representante.

Por sua vez, a liderança comunitária do Conjunto Habitacional Macapaba, José Aldenir Carvalho, externou que um dos principais anseios da comunidade é ter os seus filhos frequentando a escola do bairro. Outra demanda preocupante exposta pelo líder tange à segurança pública. Constantes assaltos acontecem na região e a sensação de insegurança nos moradores, segundo ele, é aparente.

Sobre as escolas que estão sendo construídas no Macapaba, o governador Waldez Góes estima que no mês de agosto as obras sejam finalizadas e os prédios entregues à população. A segunda fase do conjunto, denominada Macapaba II, deve ser finalizada no mês de junho. O secretário de Estado da Infraestrutura, João Henrique Pimentel, garantiu que serão licitadas, para o conjunto, áreas comerciais, que contemplam feira, açougues, farmácias e demais empreendimentos. A Seinf prevê ainda, para bairros como o Boné Azul, revitalização da arena de lazer e, em alguns bairros, a construção de novas.

A titular da Sims, Nazaré Farias, manifestou a intenção de capacitar as mulheres do conjunto com cursos profissionalizantes e ainda, traçar estratégias para inclusão de moradores do local e demais bairros presentes em programas como ID Jovem, Amapá Jovem, Passe Social Estudantil e Renda Para Viver Melhor.

O titular da Sejusp, Ericláudio Alencar, em pronta resposta, prometeu, a médio prazo, implantar um policiamento mais eficaz e presente no conjunto. “Um quartel será construído no Macapaba. Já está em emenda de bancada. Vamos ter uma Unidade de Policiamento Comunitário (UPC) lá, e além disso, viaturas irão atuar por 24 horas. É uma comunidade, atualmente, com 20 mil pessoas e quando inaugurarmos a segunda fase, será um número ainda maior”, destacou o gestor, informando também que o edital do concurso público para preenchimento de vagas nos cargos de policial militar, agente de polícia, escrivão de polícia e delegado de polícia deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

O gestor definiu, para a próxima quarta-feira, 12, uma reunião tanto com a liderança do Macapaba quanto com as dos bairros Açaí, Boné Azul e São José, que relataram grande incidência de assaltos e comercialização de drogas nas comunidades. 

Um anseio comum a moradores que precisam deslocar-se ao longo da BR-210 foi a implantação de passarelas elevadas. Sobre este assunto, o chefe do Executivo informou que já está confirmada a construção de quatro passarelas. “O diretor do DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes], quando veio aqui já, praticamente, autorizou esta quantidade de passarelas. Talvez haja necessidade de uma maior quantidade, o que poderá ser feito. Faremos também toda a iluminação ao longo da rodovia, já agora no verão”, estimou o governador.

Outra pauta levantada na reunião, pelo representante do distrito de Campina Grande, foi acerca da BR-156, no trecho que liga Macapá a Laranjal do Jari. O governador declarou que as obras devem iniciar no verão e que estão faltando apenas licenciamento ambiental e arqueológico. O asfalto deve chegar até a vila do Maracá.

Novidades quanto à rede de abastecimento de água na cidade foram apresentadas pelo diretor da Caesa, informando que está sendo construído um reservatório de 10 mil metros cúbicos para atender a rede de abastecimento existente na Zona Norte e ainda bairros como São José, Açaí e adjacências. Atualmente 500 metros cúbicos assistem a região norte da capital.

Valdinei Amanajás informou ainda que o governo do Amapá reativou os contatos com o Ministério das Cidades, através da Caixa Econômica Federal, e dentre as tratativas com contrapartida do estado está a construção de reservatórios de armazenamento de água. “Hoje, nossa capacidade é de 6 mil metros cúbicos e passaremos para mais de 26 mil metros cúbicos. Nós vamos quadriplicar a distribuição de água, com três novos reservatórios”, pontuou o gestor, mencionando que a previsão de conclusão da expansão é fevereiro de 2018. Haverá ainda reabilitação de 6 quilômetros de rede de esgoto.

Saúde

A coordenadora de Assistência Hospitalar da Sesa, Hely Góes, também se pronunciou na ocasião, e informou que aparelhos de raio-X estão sendo licitados para cada hospital gerenciado pelo estado e estão sendo articuladas manutenções de equipamentos. Ainda segundo a coordenadora, uma campanha está sendo articulada, junto à Prefeitura de Macapá, para conscientização de que, muitas demandas direcionadas ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital de Emergência (HE) poderiam ser solucionadas, de imediato, nas Unidades Básicas de Saúde.

Próximos encontros

Nas próximas semanas, ainda sem data definida, o Governo do Estado deve receber novamente os representantes de todos os bairros com os quais já dialogou, mais de 40. “Na próxima etapa, analisaremos a lista de todas as demandas apresentadas, vamos verificar se coincidem com o que já estava planejado para aquele bairro ou se é uma nova demanda. Daí trataremos dos encaminhamentos”, finalizou o governador.

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